O MEC (Ministério da Educação) divulgou, em seu site, que os técnicos do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) analisaram os 39.514 pedidos de certificação do ensino médio por meio do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na sexta-feira (19). Esses pedidos haviam sido solicitados até o meio-dia daquele dia.
Ainda segundo a pasta, 35.060 estudantes já concluíram o ensino médio e possuem o certificado correspondente. Apenas 4.454 teriam suas solicitações analisadas pelos órgãos certificadores, no caso, as secretarias estaduais de Educação.
O órgão informou que entrou em contato com todas as secretarias estaduais de educação e informou que, ainda na sexta, estariam disponíveis todas as notas e dados cadastrais dos estudantes que prestaram o Enem e se inscreveram no sistema de certificação.
A prioridade foi dada para a divulgação do desempenho dos alunos que dependem do certificado para matricular-se nas universidades, nos institutos federais ou disputar uma bolsa do Prouni, programa de bolsas do governo federal.
Entenda o caso
Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo,
estudantes que usaram o Enem para substituir o antigo supletivo poderiam ficar sem vaga no ensino superior por conta de um impasse entre o Ministério da Educação e a Secretaria Estadual da Educação de SP.
O risco seria os alunos perderem os prazos para matrícula em universidades (na UFSCar, por exemplo, é nesta segunda-feira, 22) e de confirmação de bolsa de estudo no Prouni (que termina na próxima sexta-feira).
Para garantir a vaga, mesmo que tenha sido aprovado, o aluno precisa de certificado emitido pelo governo estadual com base em informações do governo federal.
Não há levantamento oficial sobre o número de afetados. A Folha apurou que cerca de 50 mil fizeram o Enem e não tinham terminado o ensino médio (potenciais prejudicados).
Pela primeira vez, o exame passou a servir como instrumento para conceder certificado equivalente ao diploma de conclusão do ensino médio. Para isso, o aluno deve ter mais de 18 anos e obtido pontuação mínima (400 em conhecimentos gerais e 500 na redação).